canta para a moça subir 12/05 -sexta-feira às 19h
Torta: Duque de Caxias, 537, centro CAMPINAS
lotação: 20 pessoas
investimento: R$10,00
Performance QuEeR [no centro] da cidade

CANTA PRA MOÇA SUBIR traz para o centro de Campinas o debate sacro-profano sobre as violências sofridas por pessoas transexuais

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“Centro da cidade de Campinas. Rua Duque de Caxias, 537. Em um cenário de prédios decenários, casas cinquentenárias e comércios contemporâneos, encontra-se um núcleo artístico criativo da cidade: a TORTA. O espaço de casa intimista, que desde o ano passado recebe exposições de artes visuais, apresentações musicais, mesas sobre arte e oficinas criativas, recebe no próximo dia 12 de maio, sexta-feira, às 19 horas, a nova performance do artista visual e ator PaDu Cecconello – CANTA PRA MOÇA SUBIR.

Em um formato que provoca a interação dos movimentos do artista com problemáticas relacionadas à cidade, a performance é conduzida pela figura de Zora, a pomba-gira que, ao circular entre os espaços da sala, da cozinha e do quintal da TORTA, lança os fragmentos da história de Dandara, fazendo-lhe uma espécie de Ode.

“Dandara é a nossa irmã trans que foi assassinada em fevereiro deste ano em Fortaleza. Fiquei extremamente comovido com o caso de violência e de falta de noção de humanidade que envolveu a circulação viral do vídeo do seu assassinato nas redes sociais. Isso me mobilizou na criação da performance”, aponta PaDu Ceconello.

O artista trata da questão do sincretismo e da diversidade em performances anteriores da qual participou, como Orgasmos Eletrônicos (Dir. Coletiva Pornorama, 2016), Para quem a humanidade chora (Dir. Coletiva Pornorama, 2016), Pá, descoisando coisas (Dir. Fernanda Pimenta, 2016) e também na pesquisa YABADÉ: a história das três divas do terreiro (Dir. Alessandro Oliveira e orientação de Gracia Navarro, 2017), desenvolvida até fevereiro desse ano no programa de Artes da Cena do Instituto de Artes na Unicamp, onde PaDu se fez mestre.

CANTA PRA MOÇA SUBIR é uma criação performática independente, que, além do trabalho autoral de PaDu Cecconello, conta com as visualidades cênicas, gráficas e de audiovisual do artista Lucas Lobianco. O conceito de produção da performance é encabeçado pela pesquisadora e curadora cultural independente, Raquel M Galvão, que, concomitante à sua pesquisa de doutorado sobre literatura brasileira contemporânea, crítica jornalística e Ana Cristina Cesar na pós-graduação de Teoria Literária na Unicamp, desenvolve o conceito-praxis de produção cultural transmidiática em projetos de música, literatura, culturas digitais, performances, artes visuais, cinema, etc. A produtora concebeu a plataforma Âmbar Elétrico, um espaço de fortalecimento de rede e de difusão culturais materializados em produções que saem do campo puramente virtual para a vivência com as nuances e poéticas do cotidiano da arte.

PRODUÇÃO CRIATIVA EM REDE

Em um endereço virtual – secreto – que será revelado apenas ao público confirmado e interessado na página do evento do Facebook, do dia 8 de maio – quatro dias antes do evento – será aberta a inscrição para a performance limitada a um público de 20 pessoas. Os primeiros a confirmarem presença serão direcionados para o link de pagamento do ingresso que custará R$ 10,00. Depois é só acompanhar a apresentação. Inspirado em um conceito de interação afetiva intimista corporal, estará colada na performance a vivência cotidiana dos artistas visuais e agentes culturais Paula Monterrey e Allan Yzumizawa, que coordenam e habitam o espaço  TORTA.

NÚCLEO CRIATIVO NA REDE, NO CENTRO

A partir de uma idealização da composição arquitetônica e artística das redes possíveis no espaço da cidade, surgiu em 2016 a TORTA. Os ex-alunos do curso de Artes Visuais da Unicamp, Allan e Paula, no fim da graduação, resolveram se deslocar de áreas tidas como mais nobres da cidade para o centro de Campinas, passando a conviver com o espaço antigo da cidade, nem sempre preservado ou redimensionado por políticas públicas.

“A TORTA é um espaço de resistência da arte. Temos a localização a nosso favor, já que estamos do lado do Largo do Pará. Justamente por isso, resolvemos abrir as nossas portas para os artistas de Campinas, quando muitas têm sido violentamente fechadas.”, afirma Paula Monterrey.

No agenciamento da produção cultural independente, o espaço conta com uma programação mensal encaminhada por cadastro virtual e divulgada em redes sociais. Suas ações também podem ser acompanhadas no espaço virtual atorta.wordpress.com.”

Raquel Galvão

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